Há largos anos, quando Manuel Alegre escreveu a "Trova do Vento que Passa", nunca lhe terá ocorrido que um dia tal poema pudesse virar arma apontada ao partido socialista no poder. Cada vez se torna mais e mais urgente perguntar ao vento que passa notícias do meu País. De facto esta "política de optimismo estouvado" (primeiro-ministro dixit), está apontada a um país irreal que só existe nos "sonhos mais estouvados" deste chefe de governo. Já o dissemos, não será demais repetir, contra Joseph Goebels e José Sócrates que uma mentira, - mesmo a título de optimismo estouvado - muitas vezes repetida não vira verdade. Nem sequer pintada de rosa social-democrata, empunhada por um punho cadavérico, comido pela traição a nível do túnel cárpico, vergonhosamente enterrado na gaveta onde o socialismo jaz amordaçado, enrolado e amortalhado em notas de dólar. Contra a corrente, isto não dá vontade de chorar mas antes de cantar... o sócrates cala a desgraça, o seu optimismo estouvado nada me diz... (bis).
sábado, 3 de maio de 2008
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Finalmente, alguma verdade.
Finalmente, a boca que tudo diz para esconder o que está à vista de todos estrepou-se. Durante a Ovibeja, o primeiro-ministro teve uma expressão digna de si-mesmo. A propósito ou a despropósito falou de um momento de optimismo estouvado. Após o facto, não deve ter tido tempo para pensar no que disse e, talvez, por isso, não sorriu. Perante meu receptor de rádio sintonizado na TSF, fez-se um súbito clarão e ribombou uma imensa e saudável gargalhada.... Eureka! Eureka! Gritaria se tivesse procuração de Arquimedes. Mas, mesmo sem procuração e com a devida vénia ao inginheiro inginhoso, sempre vos digo que não nada mais no exercício político deste nosso primeiro que um "estouvado optimismo". Vivó primeiro, o da engricultura, quem os apoiar e neles se apoiar. Viva o optimismo estouvado, viva!
quinta-feira, 1 de maio de 2008
SOKRATESKASSETTE em rodagem
A indignação é bwé, proporcionalmente, equivale à falta de bom senso, vergonha, dignidade, humanidade, humildade, sentido da coisa pública de quem governa e com ela se governa. O primeiro-ministro "excelentíssimo" mais os seus (dis)pares de partido, governo e bancada acham que tomaram posse administrativa do país, da coisa pública e até da alma do Povo, pelo sistema de cheque em branco, consequentemente, "enchem as tulhas, bebem vinho novo, dançam de roda, no pinhal do rei, [...] eles comem tudo, eles comem tudo, eles comem tudo e não deixam nada {bis}". Se alguém se enganar com o seu ar tecnológico e se lhes der confiança renovada, eles comem tudo, comerão os restos e para os pacóvios não vai ficar nada. De momento eles promovem-se: do governo e do partido saem para a administração das grandes empresas compinchas, que depois, ganham concursos, homologados pelos correlegionários do poder, inocentemente, claro! Como não se lhes reconhecer o direito " a posições de privilégio com salários de estadão?". Trabalhar é um direito, um dever, e com prebendas e mordomias,... um privilégio. Glória aos privilegiados, injustiça para os pagantes.
Trata-se de gente letrada, por vezes em universidades que são casos de polícia, como algumas licenciaturas de engenharia nelas produzidas. Na vida pública, é que são elas, porque perante o tribunal da justiça popular, nem as tais "licenciaduras" lhes fazem a vida mole.
No hemiciclo as "elocubrações pseu-dialécticas" do primeiro-ministro com a oposição são o retrato da alma e da mente de quem nos governa: confrontados com outros números e outras estatísticas que mostram que eles (des)governam respondem como se de uma "fita gravada" se tratasse: que sim senhor, fizeram sim senhor, e melhor que ninguém; que cumprem como nenhum outro, que a oposição é que não entende porque odeia o partido "xuxalista", porque não os deixam trabalhar (... a propósito, quanto tempo faltará para abrirem o baú da lamúria histérica, arrepelarem os cabelos e as calvas no hemiciclo e com lágrimas de crocodilo bramarem: deixem-nos trabalhar!... deixem-nos trabalhar! [Isto será a reprise de uma parque mayerada que o Povo pagará para ver]. Depois, podem gritar que: Povo, Sindicatos, Partidos, Movimentos, Igrejas e outros, são forças de bloqueio. Este filme que se avizinha é uma remake da incapacidade real de entender o País, a realidade social e, sobretudo, as pessoas reais que intrujaram com promessas. Despudoradamente, voltarão para o ano, de chapéu na mão, com a in(consciência) do dever "comprido" e babando-se dos excessos de zelo praticados, a bem da coisa pública, naturalmente, talvez até A Bem da Nação, pedindo aos votantes que se sacrifiquem, mais e mais, porque, desta vez, é que se cumprirá aquilo que não tencionam cumprir,... uma vez mais. Se houver por aí quem ainda acredite tenha cuidado! Se incorrer na ira popular e correr o risco de ser linchado não vale a pena procurar refúgio nas esquadras de polícia, onde um só polícia - talvez o delegado Trajano, ou, alternativamente, o o soldado Brasil - não poderá protegê-lo da indignação colectiva. Vêiçe! Assinando por competência delegada, Viriato Palhares, primeiro-ministro do Fundão da República de Passa-Perto. Passar Bem!
Trata-se de gente letrada, por vezes em universidades que são casos de polícia, como algumas licenciaturas de engenharia nelas produzidas. Na vida pública, é que são elas, porque perante o tribunal da justiça popular, nem as tais "licenciaduras" lhes fazem a vida mole.
No hemiciclo as "elocubrações pseu-dialécticas" do primeiro-ministro com a oposição são o retrato da alma e da mente de quem nos governa: confrontados com outros números e outras estatísticas que mostram que eles (des)governam respondem como se de uma "fita gravada" se tratasse: que sim senhor, fizeram sim senhor, e melhor que ninguém; que cumprem como nenhum outro, que a oposição é que não entende porque odeia o partido "xuxalista", porque não os deixam trabalhar (... a propósito, quanto tempo faltará para abrirem o baú da lamúria histérica, arrepelarem os cabelos e as calvas no hemiciclo e com lágrimas de crocodilo bramarem: deixem-nos trabalhar!... deixem-nos trabalhar! [Isto será a reprise de uma parque mayerada que o Povo pagará para ver]. Depois, podem gritar que: Povo, Sindicatos, Partidos, Movimentos, Igrejas e outros, são forças de bloqueio. Este filme que se avizinha é uma remake da incapacidade real de entender o País, a realidade social e, sobretudo, as pessoas reais que intrujaram com promessas. Despudoradamente, voltarão para o ano, de chapéu na mão, com a in(consciência) do dever "comprido" e babando-se dos excessos de zelo praticados, a bem da coisa pública, naturalmente, talvez até A Bem da Nação, pedindo aos votantes que se sacrifiquem, mais e mais, porque, desta vez, é que se cumprirá aquilo que não tencionam cumprir,... uma vez mais. Se houver por aí quem ainda acredite tenha cuidado! Se incorrer na ira popular e correr o risco de ser linchado não vale a pena procurar refúgio nas esquadras de polícia, onde um só polícia - talvez o delegado Trajano, ou, alternativamente, o o soldado Brasil - não poderá protegê-lo da indignação colectiva. Vêiçe! Assinando por competência delegada, Viriato Palhares, primeiro-ministro do Fundão da República de Passa-Perto. Passar Bem!
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